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Virada na apuração: Lula derrota Flávio, é reeleito e garante o 4º mandato após noite de reviravoltas

STF prorrogou a votação, o TSE parou de contar, Flávio chegou a passar à frente e Lula virou. Veja o que aconteceu, passo a passo.

Por Redação Casos do Mundo ·

Virada na apuração: Lula derrota Flávio, é reeleito e garante o 4º mandato após noite de reviravoltas
Retrato oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo, 25 de outubro de 2026, ao vencer o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A noite teve uma decisão do Supremo Tribunal Federal que estendeu o horário de votação, uma pausa na divulgação dos números e uma apuração em que a liderança mudou de lado. Este texto reúne, em ordem, o que aconteceu.

O resultado

Com 99,95% das urnas totalizadas, Lula somava 51,78% dos votos válidos (64.217.873 votos), contra 48,22% de Flávio Bolsonaro (59.806.787 votos). Os números foram divulgados pela imprensa com base na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esses valores são de uma apuração quase completa. O resultado final e a proclamação oficial cabem ao TSE, e o texto será atualizado quando houver o número definitivo.

Uma virada em relação ao primeiro turno

No primeiro turno, quem ficou na frente foi Flávio Bolsonaro, com 47,03% dos votos válidos (56.103.033 votos). Lula teve 45,16% (53.870.724 votos), segundo a Agência Brasil. Ou seja, Lula chegou ao segundo turno em segundo lugar e venceu a disputa final.

O jornal Metrópoles classificou o desfecho como uma virada inédita em segundo turno. Para quem quiser conferir, a afirmação aparece nas fontes ao final do texto.

A prorrogação da votação

Ao longo do dia, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que o horário de votação fosse prorrogado em duas horas, até as 19h (horário de Brasília), em todo o país. A votação normal terminaria às 17h.

Segundo as reportagens consultadas, o pedido veio das campanhas dos dois candidatos:

  • A coligação de Lula apontou falta de ônibus para levar eleitores a locais de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a prorrogação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando chuvas, alagamentos e vias interditadas.

Embora os pedidos tratassem de cidades específicas, a decisão valeu para todo o território nacional. As fontes também registram que o Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação. Como as reportagens divergem em alguns detalhes dos pedidos, vale conferir o texto da decisão no site do STF e do TSE.

A pausa na apuração

Com a decisão, o TSE pausou a contabilização dos votos do segundo turno, quando apenas 0,25% das urnas estavam apuradas. A divulgação dos números só avançou depois das 19h, quando a votação terminou.

Como a apuração mudou de lado

Depois da retomada, os números passaram por várias mudanças:

  • Nas primeiras parciais, Lula apareceu na frente.
  • Quando pouco mais de um quarto das urnas estava apurado, Flávio Bolsonaro passou à frente.
  • Com a chegada das urnas de outras regiões, Lula retomou a liderança e ampliou a diferença até o fim da totalização.

Esse tipo de oscilação costuma acontecer porque cada região termina a contagem em um ritmo diferente. Por isso, percentuais com poucas urnas apuradas dizem pouco sobre o resultado final.

O que acontece agora

Depois da apuração, o TSE proclama o resultado e, mais adiante, entrega o diploma ao presidente eleito. Acompanhe nossa cobertura sobre o passo a passo até a posse quando o texto estiver completo, e veja também como funciona a votação e a apuração do segundo turno.

Fontes

Imagens: Retrato oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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