Virada na apuração: Lula derrota Flávio, é reeleito e garante o 4º mandato após noite de reviravoltas
STF prorrogou a votação, o TSE parou de contar, Flávio chegou a passar à frente e Lula virou. Veja o que aconteceu, passo a passo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo, 25 de outubro de 2026, ao vencer o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A noite teve uma decisão do Supremo Tribunal Federal que estendeu o horário de votação, uma pausa na divulgação dos números e uma apuração em que a liderança mudou de lado. Este texto reúne, em ordem, o que aconteceu.
O resultado
Com 99,95% das urnas totalizadas, Lula somava 51,78% dos votos válidos (64.217.873 votos), contra 48,22% de Flávio Bolsonaro (59.806.787 votos). Os números foram divulgados pela imprensa com base na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esses valores são de uma apuração quase completa. O resultado final e a proclamação oficial cabem ao TSE, e o texto será atualizado quando houver o número definitivo.
Uma virada em relação ao primeiro turno
No primeiro turno, quem ficou na frente foi Flávio Bolsonaro, com 47,03% dos votos válidos (56.103.033 votos). Lula teve 45,16% (53.870.724 votos), segundo a Agência Brasil. Ou seja, Lula chegou ao segundo turno em segundo lugar e venceu a disputa final.
O jornal Metrópoles classificou o desfecho como uma virada inédita em segundo turno. Para quem quiser conferir, a afirmação aparece nas fontes ao final do texto.
A prorrogação da votação
Ao longo do dia, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que o horário de votação fosse prorrogado em duas horas, até as 19h (horário de Brasília), em todo o país. A votação normal terminaria às 17h.
Segundo as reportagens consultadas, o pedido veio das campanhas dos dois candidatos:
- A coligação de Lula apontou falta de ônibus para levar eleitores a locais de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
- A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a prorrogação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando chuvas, alagamentos e vias interditadas.
Embora os pedidos tratassem de cidades específicas, a decisão valeu para todo o território nacional. As fontes também registram que o Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação. Como as reportagens divergem em alguns detalhes dos pedidos, vale conferir o texto da decisão no site do STF e do TSE.
A pausa na apuração
Com a decisão, o TSE pausou a contabilização dos votos do segundo turno, quando apenas 0,25% das urnas estavam apuradas. A divulgação dos números só avançou depois das 19h, quando a votação terminou.
Como a apuração mudou de lado
Depois da retomada, os números passaram por várias mudanças:
- Nas primeiras parciais, Lula apareceu na frente.
- Quando pouco mais de um quarto das urnas estava apurado, Flávio Bolsonaro passou à frente.
- Com a chegada das urnas de outras regiões, Lula retomou a liderança e ampliou a diferença até o fim da totalização.
Esse tipo de oscilação costuma acontecer porque cada região termina a contagem em um ritmo diferente. Por isso, percentuais com poucas urnas apuradas dizem pouco sobre o resultado final.
O que acontece agora
Depois da apuração, o TSE proclama o resultado e, mais adiante, entrega o diploma ao presidente eleito. Acompanhe nossa cobertura sobre o passo a passo até a posse quando o texto estiver completo, e veja também como funciona a votação e a apuração do segundo turno.
Fontes
- Agência Brasil — Quando será o segundo turno das eleições? Veja a data
- Poder360 — STF atropela TSE e prorroga eleição em 2h
- Exame — Por que Zanin, do STF, decidiu prorrogar o horário de votação até as 19h?
- Tribuna do Norte — TSE pausa contabilização de votos após Zanin determinar prorrogação da votação até as 19h
- Mix Vale — Lula soma 51,78% contra 48,22% de Flávio Bolsonaro com 99,95% das urnas apuradas
- Metrópoles — Lula conquista virada inédita no segundo turno e é reeleito para 4º mandato
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Imagens: Retrato oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons