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O mapa das reações: Quem ligou, escreveu e comemorou: a América Latina sai na frente nas reações à reeleição de Lula

Presidentes de vários países, de governos com linhas políticas bem diferentes, felicitaram Lula ainda na noite da vitória. Veja quem falou, o que disse e quem ficou de fora até agora.

Por Redação Casos do Mundo ·

O mapa das reações: Quem ligou, escreveu e comemorou: a América Latina sai na frente nas reações à reeleição de Lula
Fachada do Palácio do Planalto, em Brasília (foto de arquivo). Foto: Pedro França/Agência Senado (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

A eleição brasileira tinha acabado de ser decidida quando as primeiras mensagens de fora chegaram. Em poucas horas, presidentes e ex-presidentes de vários países felicitaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição. O que chama atenção é de onde vieram essas mensagens, e também quem ainda não apareceu na lista.

Quem falou primeiro

Segundo levantamento da CNN Brasil, publicado na noite de domingo (25), os chefes de Estado que se manifestaram foram, em sua maioria, da América Latina:

  • Chile: o presidente José Antonio Kast telefonou para Lula e falou em integração econômica e combate ao crime organizado como pontos em comum.
  • Equador: Daniel Noboa parabenizou Lula nas redes e citou a cooperação regional.
  • Bolívia: Rodrigo Paz lembrou os laços históricos e chamou os dois países de vizinhos e irmãos.
  • Paraguai: Santiago Peña falou em uma agenda de integração e desenvolvimento.
  • Uruguai: Yamandú Orsi disse ter conversado com Lula depois do resultado.
  • Panamá: José Raúl Mulino parabenizou o povo brasileiro e Lula.
  • México: Claudia Sheinbaum escreveu que a democracia venceu com o povo brasileiro.
  • Cuba: Miguel Díaz-Canel chamou Lula de irmão e classificou a vitória como histórica.
  • Peru: a mensagem de felicitação, segundo a CNN Brasil, citou o interesse em fortalecer a integração e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Entre ex-presidentes, a CNN registrou manifestações de Gabriel Boric (Chile), Evo Morales (Bolívia) e Alberto Fernández e Cristina Kirchner (Argentina). O Brasil de Fato também destacou a fala do ex-presidente colombiano Gustavo Petro, que disse que o fascismo foi detido na América Latina.

O detalhe que a lista mostra

Basta olhar a lista com calma para ver que ela não é de um bloco só. Há governos de linhas políticas diferentes entre os que felicitaram Lula. Em geral, cumprimentar o vencedor de uma eleição vizinha é protocolo diplomático, e vários dos textos citam temas práticos, como integração, comércio e combate ao crime organizado.

Isso não quer dizer que todos pensem igual. Quer dizer que, para esses governos, a relação com o Brasil costuma pesar mais do que a afinidade partidária.

E os Estados Unidos e a Europa?

Nas matérias que consultamos até a noite de domingo, não havia manifestação de governo dos Estados Unidos nem de países europeus. A única voz americana citada pela CNN Brasil foi a do senador Bernie Sanders, que parabenizou Lula. A reportagem lembra que, em setembro, Sanders e outros 30 parlamentares enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, acusando Washington de interferir nas eleições brasileiras, e cita o tarifaço do presidente Donald Trump e as sanções a ministros do STF.

Isso pode mudar nas próximas horas. Comunicados oficiais costumam sair no dia seguinte, principalmente fora do continente. Atualizaremos este texto quando houver novidades confirmadas.

O que vem agora

Depois das felicitações vêm as visitas, as agendas e as reuniões bilaterais, que mostram o rumo da política externa do próximo mandato. Para entender como foi a noite da apuração em si, veja como foi a virada na noite da eleição.

Fontes

Imagens: Fachada do Palácio do Planalto, em Brasília (foto de arquivo). Foto: Pedro França/Agência Senado (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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