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Entenda os números: PF registra 1.620 inquéritos por crimes eleitorais em 2026; veja o que apareceu no dia do segundo turno

Boca de urna, violação do sigilo do voto e problemas com transporte de eleitores estão entre os casos do domingo. Os números mudaram ao longo do dia, e vale saber como lê-los.

Por Redação Casos do Mundo ·

Entenda os números: PF registra 1.620 inquéritos por crimes eleitorais em 2026; veja o que apareceu no dia do segundo turno
Sacola da Polícia Federal usada em operação de 2016 (foto de arquivo, sem relação direta com o segundo turno). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR), via Wikimedia Commons

Dia de eleição também é dia de trabalho para a polícia. No domingo (25), a Polícia Federal e as forças de segurança divulgaram balanços parciais das ocorrências ligadas ao segundo turno. Os números impressionam, mas mudam a cada atualização, e é preciso saber de que horário cada um é.

O que a PF informou

Segundo o balanço da PF divulgado pela TV Senado, a corporação tinha registrado até aquele momento:

  • 1.620 inquéritos por possíveis crimes eleitorais ao longo de 2026;
  • 131 pessoas conduzidas às delegacias;
  • 377 flagrantes em análise.

A página da TV Senado não informa o horário exato do balanço. Outros veículos publicaram valores diferentes durante a tarde, porque a contagem foi sendo atualizada. Por exemplo, em uma coletiva mais cedo, a PF falou em 3 inquéritos instaurados no segundo turno e 56 pessoas conduzidas, números que a Exame registrou.

O que apareceu até as 17h

De acordo com o balanço das forças de segurança divulgado na coletiva, até as 17h de domingo foram registradas 413 ocorrências criminais. A mais frequente foi a violação do sigilo do voto, com 149 registros. Houve também 90 prisões em flagrante e a apreensão de uma arma de fogo.

A mesma reportagem compara esse número com cerca de 1.400 ocorrências no primeiro turno. É uma comparação que pede cuidado: o balanço do segundo turno cobre só até as 17h, e a votação foi prorrogada até as 19h. Os números finais podem ficar maiores.

O caso do transporte de eleitores

Houve também uma apuração à parte, sobre transporte. A PF informou que investiga possíveis crimes ligados a condutas que tenham impedido ou dificultado o voto, com registros de problemas de mobilidade em São Paulo, Alagoas, Piauí, Sergipe e Bahia. Segundo o diretor Dennis Cali, até aquele momento só havia inquérito formalmente instaurado em Sergipe, e os demais estavam em apuração.

A nota da PF cita os artigos 297 e 304 do Código Eleitoral. Um deles trata de impedir ou atrapalhar o exercício do voto. O outro, de esconder ou recusar o fornecimento de transporte no dia da eleição. Ainda não há conclusão: "apurar" não é "condenar".

Como ler esses números sem se confundir

  1. Inquérito não é condenação. É a investigação que começa. Nem todos resultam em denúncia.
  2. "Conduzido" não é "preso". A pessoa é levada à delegacia para esclarecimentos, e nem sempre há prisão.
  3. O horário importa. Um balanço das 10h30 e um das 19h falam de mundos diferentes.
  4. Fontes diferentes, números diferentes. PF, polícias estaduais e o TSE contam coisas distintas.

E agora?

Os números finais costumam sair em notas oficiais depois do encerramento da apuração. Quando a PF divulgar o balanço completo do segundo turno, atualizamos este texto. Para acompanhar o desfecho da eleição em si, leia como foi a noite da apuração.

Fontes

Imagens: Sacola da Polícia Federal usada em operação de 2016 (foto de arquivo, sem relação direta com o segundo turno). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR), via Wikimedia Commons

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