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O que se sabe: Avô de 58 anos é preso em Cascavel suspeito de abusar da neta de 10; vizinhos acolheram a menina na rua

A menina foi vista chorando na rua, na chuva, e contou aos vizinhos o que vivia em casa. O avô foi preso em flagrante, a Justiça manteve a prisão e o irmão de 15 anos, ameaçado por defendê-la, também foi retirado da casa.

Por Redação Casos do Mundo ·

O que se sabe: Avô de 58 anos é preso em Cascavel suspeito de abusar da neta de 10; vizinhos acolheram a menina na rua
Equipe da Polícia Civil do Paraná (imagem ilustrativa, não é deste caso). Foto: Fábio Dias/EPR, divulgação PCPR

Um homem de 58 anos foi preso em flagrante na noite de sábado (24), em Cascavel, no Oeste do Paraná, suspeito de estupro de vulnerável contra a própria neta, de 10 anos. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os abusos eram recorrentes, e o último teria acontecido na sexta-feira (23).

O caso só veio à tona porque a menina foi vista chorando na rua, durante a chuva. Vizinhos a acolheram, e foi para eles que ela contou o que acontecia em casa. A Polícia Militar (PMPR) foi chamada, e as duas polícias tiraram dali a menina e o irmão dela, de 15 anos.

O resgate, passo a passo

  • Sexta-feira (23): data do último abuso, segundo a investigação.
  • Sábado (24): a menina é vista na rua, na chuva, e é acolhida por vizinhos. Lá, relata os abusos.
  • Noite de sábado: PCPR e PMPR chegam ao local. O avô é preso em flagrante.
  • Mesmo atendimento: a polícia descobre que o irmão, de 15 anos, também corria risco.
  • Depois da prisão: a Justiça converte o flagrante em prisão preventiva.

O detalhe sobre o irmão é o que mais chama atenção no comunicado da polícia.

O que aconteceu com o irmão de 15 anos?

Segundo a PCPR, o adolescente tentou defender a irmã. Por isso, passou a ser ameaçado por familiares e foi buscar abrigo na casa de vizinhos.

Os policiais retiraram os dois irmãos do local. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar as crianças, e a Polícia Civil pediu medidas protetivas de urgência para as duas. O caso está com o delegado Regis Francisco Palombo, da PCPR.

Por que o avô não vai responder em liberdade?

A polícia informou que havia sinais de uma possível tentativa de fuga do suspeito para o Paraguai.

Com essa informação, a PCPR pediu que a prisão em flagrante virasse preventiva, que não tem prazo fixo para acabar. O Ministério Público do Paraná (MPPR) deu parecer, e a Justiça aceitou o pedido. O nome do suspeito não foi divulgado.

O que se sabe e o que ainda não se sabe

O que se sabe - A vítima tem 10 anos, o irmão tem 15 e o suspeito, 58. Um site regional chegou a publicar 12 anos para a menina, mas a Polícia Civil informa 10. - A prisão foi feita pela PCPR, com apoio da PMPR. - A prisão preventiva foi decretada.

O que ainda não se sabe - Há quanto tempo os abusos aconteciam. - Quais familiares ameaçaram o adolescente e se alguém mais vai responder por isso. - Com quem as duas crianças vão ficar.

O que a lei diz

O estupro de vulnerável está no artigo 217-A do Código Penal: qualquer ato sexual com menor de 14 anos. Desde a Lei 15.280, de 2025, a pena é de 10 a 18 anos de prisão.

Quando o autor é avô, pai, padrasto, tio ou outra pessoa com autoridade sobre a vítima, o artigo 226 manda aumentar a pena pela metade. Por enquanto, o homem é suspeito. Só um julgamento pode dizer se ele é culpado.

Os vizinhos fizeram o que a lei pede

Na prática, a atitude dos vizinhos foi a que a lei cobra de todo mundo. A Lei 13.431, de 2017, diz que qualquer pessoa que souber de violência contra criança ou adolescente tem o dever de avisar na hora a polícia, o Conselho Tutelar ou um canal de denúncia.

A mesma lei manda proteger a criança de qualquer contato com o suspeito, nem que seja só visual. É o que explica a pressa em tirar os irmãos de casa e o pedido de medidas protetivas.

Não é preciso ter prova para denunciar. Os canais são estes:

  • Disque 100 (Ministério dos Direitos Humanos): ligação 24 horas, pode ser anônima. WhatsApp (61) 99611-0100.
  • 197: Polícia Civil do Paraná.
  • 181: Disque-Denúncia do Paraná, anônimo.
  • 190: Polícia Militar, quando o crime está acontecendo.
  • Conselho Tutelar da sua cidade.

Se você suspeita que uma criança perto de você sofre abuso, procure esses canais e, depois, ajuda profissional para ela.

O que vem agora

A investigação continua na Polícia Civil. Quando o inquérito terminar, vai para o Ministério Público, que decide se denuncia o avô à Justiça.

Leia também o caso da mãe condenada a 24 anos por não proteger o filho de 2 anos das agressões do padrasto.

Fontes

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Imagens: Equipe da Polícia Civil do Paraná (imagem ilustrativa, não é deste caso). Foto: Fábio Dias/EPR, divulgação PCPR

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