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Expectativa nas redes: Story atribuído a advogado de Hytalo Santos e Euro gera expectativa de soltura; STJ ainda não julgou pedido

O print com a frase "hoje a gente busca o Hytalo e Israel" circulou nas redes. Até esta terça (27), não havia decisão de soltura nem data de julgamento no STJ.

Por Redação Casos do Mundo · · Atualizado em 27 de outubro de 2026

Expectativa nas redes: Story atribuído a advogado de Hytalo Santos e Euro gera expectativa de soltura; STJ ainda não julgou pedido
Edifício-sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília (arquivo, 2026). Foto: Max Rocha/STJ (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

Um print de story atribuído a um advogado do influenciador Hytalo Santos e do marido, Israel Natã Vicente, o Euro, se espalhou pelas redes nesta semana. A frase era curta: "Com muita fé em Deus, hoje a gente busca o Hytalo e Israel". Perfis de fofoca, como o @futrikei, no Instagram, publicaram a imagem, e muita gente entendeu que o casal seria solto.

Só que, até esta terça-feira (27/10), nenhuma decisão de soltura tinha sido publicada. Os dois continuam presos na Paraíba, onde estão desde agosto de 2025. E o pedido de liberdade que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não tem data para ser julgado.

O que se sabe sobre o post

A defesa do casal tem três advogados citados pela imprensa: Felipe Cassimiro, Sean Kompier Abib e Fabian Calderaro. Não foi possível confirmar qual deles publicou o story, nem em que dia. Não encontramos o post original, e nenhum veículo de imprensa tinha noticiado a publicação até as 16h desta terça.

O texto não diz de qual decisão se trata. Não cita tribunal, data nem julgamento. Por isso, não dá para tratar o post como anúncio de soltura.

Não é a primeira vez que a defesa fala em liberdade próxima. No fim de outubro de 2025, Cassimiro disse em nota que uma audiência marcada para 4 de novembro "poderá definir a questão da liberdade dos meninos", segundo o jornal A Tarde. Os dois seguiram presos.

Então, o que existe de concreto hoje? Uma decisão do STJ, de duas semanas atrás.

O que o STJ decidiu de fato

Em 13 de outubro, o ministro Rogerio Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), voltou atrás numa decisão dele mesmo. Ele tinha barrado o habeas corpus da defesa e, depois de reconsiderar, mandou o pedido para ser julgado pela Sexta Turma, o colegiado de ministros que analisa casos criminais.

Na prática, isso quer dizer que o pedido ganhou uma nova chance de ser analisado. Só isso. O pedido de liminar, que soltaria os dois na hora, continua negado, e as prisões seguem valendo.

Antes do julgamento, Schietti pediu ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) informações atualizadas sobre os recursos do casal. A notícia foi dada primeiro pelo portal LeoDias e repetida por outros veículos. Até a publicação deste texto, não encontramos o despacho no noticiário oficial do STJ.

O que a defesa pede

Os advogados Felipe Cassimiro, Sean Kompier Abib e Fabian Calderaro dizem que:

  • faltam motivos atuais para manter a prisão;
  • a decisão usou fatos de outros processos;
  • não há risco de fuga;
  • medidas mais leves, como tornozeleira, não foram bem analisadas.

Por que continuam presos se ainda cabe recurso?

Aqui está o ponto que confunde muita gente. Hytalo e Euro já foram condenados, mas só em primeira instância. Ainda cabe recurso, então a pena não começou a ser cumprida de forma definitiva.

O que os mantém na cadeia é a prisão preventiva, decretada antes do julgamento. O Código de Processo Penal permite que ela continue depois da sentença, desde que o juiz explique por quê (artigo 387). E a lei manda revisar essa prisão a cada 90 dias (artigo 316). É exatamente a justificativa dessa prisão que a defesa contesta no STJ.

A condenação

A sentença saiu em 21 de fevereiro de 2026, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Grande João Pessoa. O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa condenou o casal por crimes de exploração de adolescentes, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A denúncia foi do Ministério Público da Paraíba.

  • Hytalo: 11 anos e 4 meses de prisão.
  • Euro: 8 anos, 10 meses e 20 dias.
  • Regime: inicial fechado para os dois.
  • Indenização: R$ 500 mil por danos morais, além de 360 dias-multa para cada um.

A defesa chamou a sentença de "vitória do preconceito" e disse que vai recorrer. Os nomes dos adolescentes são protegidos por lei.

Quantas vezes a Justiça já negou a soltura?

Pelo menos três, segundo o que foi divulgado:

  • 19/08/2025: Schietti nega um primeiro habeas corpus no STJ, poucos dias depois da prisão. Citou a gravidade dos fatos e indícios de tentativa de destruir provas.
  • Setembro de 2025: a Câmara Criminal do TJPB nega outro pedido, por unanimidade.
  • 24/02/2026: a mesma câmara nega mais um. Duas semanas antes, o relator, desembargador João Benedito, tinha votado por trocar a prisão por tornozeleira e recolhimento noturno. No fim, mudou o voto e acompanhou os colegas.

Hoje, segundo o jornal oficial A União, os dois estão na Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, o Presídio do Roger, em João Pessoa.

O que se sabe

  • O habeas corpus vai ser julgado pela Sexta Turma do STJ.
  • A liminar de soltura continua negada.
  • Os dois seguem presos preventivamente.

O que ainda não se sabe

  • A data do julgamento.
  • Qual advogado publicou o story, quando, e a que decisão ele se referia.
  • Se a Sexta Turma vai manter a prisão ou trocar por medidas como tornozeleira.

O que vem agora

O próximo passo é a resposta do TJPB ao pedido de informações. Depois disso, o caso entra na pauta da Sexta Turma. Se houver soltura, ela vai aparecer numa decisão publicada, e não num story. Atualizamos este texto assim que sair o julgamento.

Outro caso de influenciadora presa com recurso em andamento: veja o que muda para Deolane depois da decisão da OAB-SP.

Fontes

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Imagens: Edifício-sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília (arquivo, 2026). Foto: Max Rocha/STJ (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

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